sexta-feira, 25 de maio de 2012

25 de maio - Porto Alegre - Brasil!!!

Levantamos mais cedo e pegamos a estrada para a fronteira. Hoje estaríamos em nosso país! A verdade é que e gente sente falta de nossa terra. eu pelo menos sinto. Viajar é muito bom, mas chegar em casa e em nosso país é muito bom!  Nevoeiro denso nos primeiros quilômetros da estrada, o que exigiu cuidados. O dino tocou um pouco mais forte, pois pretendia passar no Chui, para uma compras básicas! Estrada pedagiada, mas moto continua não pagando!   Show! 
 Gastamos os últimos pesos uruguaios abastecendo as motos e entramos sem problemas em territórios brasileiro. Zero problemas na alfândega brasileira! Ã propósito, não percam o papel carimbado no Buquebus. Alguns colegas o fizeram e tiveram que se explicar perante a autoridade da aduana Uruguaia. A orientação é - não jogue nenhum papel fora recebido em alfândegas/imigração! Pegamos a rodovia que passa pelo Taim e por volta das 13:00 h estávamos almoçando um gostoso feijão com arroz no trevo de Rio Grande. dali pegamos a estrada para Porto Alegre e tocamos mais forte, eu e Dino. Muito movimento de caminhões e carros de uma maneira geral. Muitos pedágios ( incontáveis! ) e moto ainda não paga! 
 Chegamos ao Hotel Do Conto em POA e quase caímos para trás! O hotel é muito limitado!  Barato, mas sem dúvida o pior hotel que ficamos. Como o Ventura já havia feito a reserva para nós, encaramos o desafio! Vantagem - é muito bem localizado e facilita a saída para a BR. E só!! Barulhento e ruim mesmo! Faz parte!! A noite fomos jantar em CTG, comemos um bom churrasco e vimos um show típico com belas prendas! Estavam - Mirtes e DAlessandro, um casal de tios da Mirtes, eu, Alexandre, Ventura,  Dino, Daniel e Flávia. 
   O grupo do Geraldo pernoitou uns 150 km antes de POA.
Saída de Punta.


 Alfândega Uruguaia.
 CTG.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

24 de maio - Punta del Este

Dormimos até acordar!!  Show! O Dino não roncou muito a noite e foi joia! ( rsrsr! ). Depois do café fomos dar uma volta e tirar umas fotos. Tempo nublado e temperatura super agradável. Fotos na mão do afogado, no porto, perto do Conrad! Resolvemos almoçar em uma churrascaria boa, localizada perto do shopping e, ao chegarmos lá, encontramos parte do pessoal do MC Macaé. Depois chegou o Aílton que resolveu pagar a conta, em comemoração aos trinta anos do MC Macaé. Alto padrão! Não poderia ser melhor, comemorar os 30 anos do MC, na estrada e no exterior!  Não é para qualquer MC não!!    Grande Aílton, obrigado pelo 0800!!!
 A noitinha, mais piscina aquecida e  a noite, o sono dos justos!! Dino estava pensando que talvez desse uma esticada, na tentativa de encurtar um dia na viagem. Eu já tinha decidido - dormiria em Porto Alegre e depois em Registro, em duas etapas de uns 900 km. Honesto!!
 Punta!
 Mão do afogado!





 A turma do MC Macaé resolveu que rodariam apenas uns 600 km por dia e levariam mais um dia para chegar ao Rio. Claro que o deslocamento do grupo é democrático! Cada um faz o que acha que é melhor para si! Preferi cumprir o que estava planejado, mesmo porque para mim, com a VStrom, seria tranquilo rodar as distâncias previstas.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

23 de maio - Punta del Este - Uruguai

Resolvemos sair cedo, mesmo sabendo que seriam somente uns 500 km. Mas teríamos que pegar o Buquebus e enfrentar o engarrafamento de Buenos Aires. As vias de acesso a Buenos Aires são bem planejadas, mas, como qualquer cidade grande sul americana, os engarrafamentos são inevitáveis. Os pedágios são inúmeros e na área urbana, motos pagam. O valor é baixo, mas pagam! A chuvinha continuava fraquinha, pista molhada e sem vento!!  Temperatura de 16 graus!!   Lindo!!! Chegamos ao terminal do BuqueBus sem problemas, graças ao GPS!  Sem a sua ajuda a coisa ficaria bem crítica!!! 
  Chegamos às 09:15 h e fizemos a burocracia de embarque sem problemas! Pagamos cerca de 580 pesos para uma pessoa e sua moto. Travessia de 1 hora de duração até Colonia. Serviço nota dez!! Free shop, lanchonete de primeira!   Muito bom. Câmbio na chegada a Colonia e pegamos a estrada litorânea. Pedágio onde moto não paga  e qualidade excepcional!!! Os caras estão à frente de nós neste especto!   E sem radares!!! Passamos pela litoral de Montevidéu, admirando a parte mais bonita da cidade. Pegamos a via expressa que liga  Montevidéu a Punta del Este e por volta das 16:45 h, com nuvens baixas, mas sem chuva forte, chegamos ao Hotel Oásis, perto do Conrad. Perfeito hotel, pelo preço e pelo que oferece. Ao chegarmos, turma do Paulinho já estava por lá.  Haviam chegado ao meio dia. Peguei uma piscina aquecida show. Resolvemos que eu e Dino ficaríamos um "day off" em Punta del Este, conforme planejado. Alexandre e Daniel tocariam até Porto Alegre, no dia seguinte. A noite eu, Dino, Alexandre, Daniel e Flávia fomos ao Conrad jantar e tentar uma fezinha no Cassino. Eu acabei que resolvi não jogar. Noite gostosa, temperatura de 16 graus e sem chuva! Show!


 Belo barco!

terça-feira, 22 de maio de 2012

22 de maio - Canuellas

Pernoite previsto em Canuelas hoje! Soubemos que o grupo do Paulinho não conseguiu chegar a Colônia, no Uruguai, em função das fortes chuvas que caíram na região de Azul e Las Flores, causando alagamentos e fechamento de estradas. Para nós as coisas estavam boas. Sem sinal de chuva e se pegássemos, seria somente ao final da tardinha. 
 Saímos cedinho, pois a jornada seria de uns 850 km!  Cão pacas e com possibilidade de chuva a tarde. Logo nas primeiras horas, ainda antes de Bahia Blanca, pegamos uma onda de frio que achávamos que não fosse mais acontecer! Zero graus nos termômetros! Putz, de novo os dedinhos sofriam! Paradas técnicas para esquentar as mão e fomos tocando.
 Na passagem por Bahia Blanca, que tem uns trevos meio complicados, o GPS sugeriu a rota 33, que abria um pouco mais para oeste. Aceitei a sugestão, até mesmo para conhecer esta nova rota. Teríamos mesmo que dar uma "barrigada " para leste, portando seria quase trocar seis por meia dúzia! O interessante é que apena o meu GPS sugeriu esta rota. Os equipamentos dos demais colegas sugeriam passar pela ruta 3 e por Azul e Las Flores.  Nosso destino final seria Canuelas, a 60 km de Buenos Aires. 
 A ruta 33 é uma estrada boa também, sem pedágios e mais de "fazenda". Nesta área a gente começa a ver a pujança da economia rural da Argentina! Na primeira parada para abastecer, todos perguntaram porque eu havia optado por aquela rota - respondi: porque o GPS sugeriu!!!!  E vi que seria mais ou menos a mesma coisa e também nos livraríamos de passar por Azul e Las Flores, cidades com problemas de alagamentos no dia anterior. Concordaram comigo! Nesta parada pudemos observar o estado do pneu dianteiro da moto do Alexandre. Estava gasto demais, já aparecendo a malha de aço. Calibramos o mesmo, que estava bem vazio. Assim a parte central da banda de rodagem apareceria mais. Achei que não daria para chegarmos à Buenos Aires. Resolvemos eu e Vampre que "escoltaríamos" o Alexandre e o restante do grupo iria em velocidade regular, de forma a não chegar a noite a Canuelas. Mantivemos uma velocidade de uns 100 km/h, de forma a possibilitar ao Alexandre alguma chance de parar a moto sem cair, no caso de um esvaziamento repentino do pneu! Acada 50 km parávamos para inspecionar o pneu.   Ao identificarmos a pene, ainda estávamos a uns 300 km de Canuelas!  Chão pacas! Nosso plano era tentar chegar a Buenos Aires, onde certamente encontraríamos o pneu dianteiro da moto!
 Em uma das paradas, ao conversarmos com o frentista, o mesmo que também gostava de motos disse que na cidade de Lobos, cerca de 35 km adiante, encontraríamos uma loja que teria este tipo de pneu, por ser uma loja grande e vender este tipo de moto. Já eram umas 17:15 h e começava a chover fraquinho, mantendo o asfalto molhado. Tocamos para lá e sem maiores dificuldades encontramos  a tal loja, às 18:15 h. Show de loja! O Sr José, gerente, conhecia o Brasil e prestou um atendimento VIP.  O expediente terminava às 20:00 h e tratamos de acelerar a manobra! Aproveitamos eu e o Vampre para trocarmos o óleo e filtro de nossas motos, mesmo porque os preços estavam bons ( 60 pesos o litro do óleo Motul 5100 ). Às 20:10 estávamos deixando a loja! Segue a recomendação - nesta cidade o apoio é perfeito para quem está indo/ retornando de Ushuaia. Vale um pernoite para acertara a casa!!!! Ligamos para O Geraldo e eles já haviam reservado quartos para nós no hotel onde estavam hospedados, em Canuelas. Fácil acesso, às margens da estrada!  O que teria tudo para dar super errado, acabou dando tudo certinho! Às 21:15 h estávamos hospedados! E sem chuva! Apenas pegamos asfalto enlameado e molhado! Não se discute com as providências divinas!!! No dia seguinte entraríamos no Uruguai!
Juanjo Motos em Lobos - Show!!!!! 
 Mecânico nota dez!!



 Olha a malha de aço exposta!!  






 Eu nunca vi um pneu tão desgastado assim!





  

segunda-feira, 21 de maio de 2012

21 de maio - Viedma

Hoje nossa ideia seria chegar a Viedma, em uma jornada de uns 950 km! Pegamos a estrada cedinho, passamos por Comodoro Rivadávia com o dia amanhecendo e o vento forte! Eu estava preocupado com o platô pelo qual teríamos que passar. Se ali ao nível do mar a coisa estava assim, imagina como seria no planalto? Fomos subindo e pegamos o sol de frente no planalto. Terrível! O sol estava exatamente sobre a estrada! Andamos assim durante quase uma hora, até o sol subir um pouco.
 Ruta 3 fantástica, sem pedágios, sem radares, postos de gasolina já conhecidos e o frio que insistia em não ir embora! 
 Finalmente passamos por Trelew!  Que coisa! Temperatura de 8 graus e sem vento!  Já havíamos esquecidos de como era bom andar sem o terrível vento lateral!  San Antônio de Oeste, vento de cauda, estrada linda e chegamos sem problemas à tardinha em Viedma, para o nosso conhecido hotel. Desta vez jantamos por lá mesmo. Uma coisa interessante é como os pedidos demoram para serem atendidos. De uma forma  geral é assim! Algo a ser considerado é vc ter um bom lanche  guardado e ir para o quarto mais cedo! 

domingo, 20 de maio de 2012

20 de maio - Comodoro Rivadavia

Hoje nossa ideia seria chegar até TRELEW, um pouco antes de Viedma. Seria somente Ruta 3 direto, passando por pontos já conhecidos! Levantamos às 06:30 h e nos preparamos para sair às 07:30 h. O frio já rotineiro era esperado e tocamos, com a intenção de parar no trevo de Puerto San Julian. Parada providencial, pois o frio estava de rachar - cerca de 2ºC!!  E o ventinho bem forte entrando de esquerda!
Antes de chegarmos a Caleta Olivia, paramos para abastecer e esquentar as mãos, pois o frio nesta região agora estava mais forte do que quando descemos.
Ao chegarmos nas proximidades de Caleta Olivia, a estrada faz alguma curvas e a altitude diminui, atingido o nível do mar. Por incrível que pareça, o vento aumenta e muito! Tem um trecho de uns 40 km, antes de Caleta Olivia, que o vento ficou realmente forte!! As motos andavam bem inclinadas pera a esquerda e quando cruzávamos com algum caminhão vindo em sentido contrário, a sensação que tínhamos é que  iríamos sair pelo acostamento! Continuamos tocando e o veto ficou mais forte, levantando bastante terra do interior da região. Passávamos por aqueles pequenos trechos de "tempestade de areia"  e pudemos observar o mar completamente liso, sem ondas próximo à praia, pois não havia pista para o veto levantar as águas!  Alguns km adiante vimos uma cena que comprovou que estávamos meio na m...!!    Um caminhão baú vazio estava indo em direção Comodoro Rivadávia e acabou virando para o lado direito, ou seja tombou para o lado do acostamento! O motorista e mais uns colegas estavam observando a cena e certamente tentando descobrir uma forma de desvirar o caminhão. Sem dúvida precisariam de um guincho, mas e o vento??  Faina braba!  Nesta hora vimos que a coisa não seria fácil !!   E agora não dava mais para parar!!   Se parássemos seria chão na certa!!   Estabelecemos uma velocidade média de uns 70 a 80 km/h e tocamos!  Uns 20 km adiante começamos a entrar em uma região com uns morros e assim ficava mais fácil. Por diversas vezes, quando ficava com o vento de cauda, percebia que a uns 100 km por hora, a sensação era de estávamos parados, ou seja, estávamos com um vento de cauda de uns 100 km por hora! Detalhe - eram mais ou menos 13:00 h! 
   Chegamos a Comodoro Rivadávia e em uma parada para abastecimento, o Daniel disse que pernoitaria em Comodoro, porque a Flávia estava com muitas dores no corpo, talvez por causa do frio e da adrenalina, por causa do vento! Nossa intenção seria chegar a Trelew, pois ainda era certa de 15:00h e chegaríamos por volta das 18:30 h. O grupo do Paulinho e Aílton estavam adiantados um dia. Haviam pernoitado em Comodoro Rivadávia, escaldados pelo vento também! A intenção deles seria dormir em Viedma.
Ao pararmos em um dos sinais de trânsito, o Alexandre, ao tentar parar sua moto, que estava com problemas no freio dianteiro, em função do óleo que pingava das canelas exatamente sobre as pinças de freio, não conseguiu para a tempo e acabou batendo na roda traseira de minha moto! Em um segundo me achei deitado no asfalto, com a minha moto sob mime o Alexandre caído também para a esquerda!  Rapidamente os colegas ajudaram a retirar a minha moto, me levantei e vi que havia avariado a ponta da manete de freio dianteiro e quebrado a lanterna dianteira direita! O protetor de tanque funcionou maravilhosamente, impedindo qualquer avaria ao tanque ou carenagens!  Valeu!!
A pane foi que o Alexandre cau para a esquerda, exatamente para o lado onde havia tido problemas com a tampa do motor! Dito e feito - dentro de uns segundos, começamos a ver o melado escuro escorrendo novamente!! Estávamos em frente a um posto de gasolina, fomos todos para lá para equacionar a pane. Novamente reparamos a tampa com um durepox especial.  Havia um WalMart próximo, que tinha óleo para motos. Fomos para lá e compramos o referido óleo. Enquanto estávamos na faina de colocar o óleo, o Daniel passou na pista oposta, e nos viu. Estava tentando localizar um hotel mais barato, pois os de Comodoro estavam inviáveis em termos de preço. Haviam indicado para ele o Hotel Su Estrela, que e Luci já conhecíamos de outras paragens. Bom e barato. Após a faina do óleo, que novamente deu certo, fomo para este hotel. A ida para Trelew foi devidamente abortada! E o vento continuava implacável! Melhor opção foi esta mesmo!! E o grupo  voltou a ficar completo! Dalessandro e Mirtes estavam um dia adiantados também, da mesma forma que o grupo do Paulinho e Aílton.
    Ótimo jantar e um sono reparador!  Internet boa!




Tadinha!!!!
 Já encomendei o "repuesto"!!!
  

sábado, 19 de maio de 2012

19 de maio - Coronel Luiz Piedra Buena

Nossa idéia hoje seria sair por volta das 11:00 h, pois assim não teríamos problemas maiores  na passagem do platô de Esperanza. Luci, Polyana, Verinha e Samantha pegaram um táxi às 08:30 h para o aeroporto, pois viajariam às 11:00 h. Tempo bom, sem previsão de neve ou chuva. Temperatura na faixa dos 5 a 6 graus e tudo indicava que não teríamos problemas. Geraldo e Alexandre  foram ao lava-jato para tirar o barreiro que estava na moto do Alexandre e eu e o Dino fomos procurar uma oficina para trocar o óleo de sua VStrom. Acabei achando uma oficina, que me autorizou em mesmo a fazer o serviço. Sem maiores problemas, pois trocar um óleo de uma moto não é uma terafa complicada. ( rsrsr! para quem sabe!!!!)
 Às 11:30h estávamos iniciando o retorno - eu, Daniel, Geraldo, Vampre e Alexandre. Na saída perguntamos ao policial de plantão se havia gelo ou neve no platô. O mesmo respondeu que havia um pouco de gelo e que tomássemos cuidado. Estrada deliciosa, com um ventinho de cauda e ceu azul! Dia perfeito! Subimos o platô e ao chegarmos à sua parte  mais alta, realmente constatamos que  no acostamento ainda havia gelo misturado com neve congelada e que havia algumas poças de água congelada no asfalto, isto porque a temperatura estava em ZERO graus! Isto pelo meu termômetro! Estava frio pacas, de doer os dedos!! Fui na frente, Geraldo me seguido e o resto da galera mais atrás. Coseguíamos desviar das "poças de gelo e depois de uns 10 km, começamos a descer e vimos que só havia água no asfalto. Realmente a sensação de passar por cima de gelo endurecido não é agradável! Vc sente que a moto está soltinha e quaquer movimento brusco irá provocar uma queda. Mas todos nós nos safamos e fomos assim até Esperanza. Abastecemos e pegamos a estrada maravilhosa, com um vento de  cauda agora bem forte. Andávamos a 140 km/h e a sensação  é de que estávamos a 50 km por hora. O vento causado pelo deslocamento da moto nem fazia muito ruido! Chegamos ao trevo de Rio Gallegos e a situação se inverteu. O vento que ajudava, agora nos pegava pela esquerda, e forte. As motos inclinavam  bastante e vimos que o melhor seria baixar avelocidade para uns 110 km/h. Comecei a fazer umas contas de autonomia x distância para o posto mais próximo e não gostei das conclusões! Achava que iríamos ter problemas, pois Coronel Luis Piedra Buena seria o próximo posto e ainda estava a uns 150 km de distância! Paramos em um restaurante, situado a 100 km deste posto de serviço para ver a situação de combustível da galera - todos na m...!! Eu estava com uma barinha, o Vampre ja na reserva, Geraldo idem e Daniel também na m.... Eu tinha ainda 7 litros em meu caburão, o Dino, 2, o Geraldo não tinha reserva, Alexandre também não e o Vampre 2!!  Feia a coisa! E a tarde chegando! E o vento forte entrando pela esquerda e a temperatura baixando!! E a próxima gasolina a 150 km de distância!! Conversamos e decidimos que iríamos tocar, na melhor velocidade para consumo baixo, ou seja, uns 80km/h e quanto mais nos aproximássemos de Coronel Luis Piedra Buena, menor seria o trabalho de se conseguir gasolina. Eu e Alexandre fomos "no sapatinho" e então pensei, se ele ficar sem gasolina, passo a metade para ele e fico com a metade, assim garanto que eu chego ao posto. E assim fomos! Eu consegui chegar sem utilizar a minha reserva de 7 litros, Dino usou sua reserva e chegou no cheirinho, Geraldo também no cheirinho e o Daniel não conseguiu. Abastecí e retornei para busca-lo. Cerca de uns 8 km antes de Coronel Luis Piedra Buena, estava ele parado, com o pisca alerta ligado. Transferí para a ele a metade de meu camburão e ele chegou sem problemas. Abastecemos todas as motos e nos hospedamos em um excelente hotel de beira de estrada, bom e barato. Jantamos em um restaurante em frente e domimos o sono dos justos! O dia tinha sido de fortes emoções! Quando a gente pensa que as emoções acabaram, elas reaparecem com força total! Esta é a grande característica de se viajar para estas bandas, em qualquer época do ano!!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

18 de maio - El Calafate

Hoje levantamos mais cedo para pegarmos o ônibus que nos levaria ao passeio pelo Glaciar Perito Moreno. Às 07:30 h o ônibus chegou ao hotel e logo depois saímos em direção ao Parque Nacional dos Glaciares. Ainda estava um pouco escuro e o dia clareou mesmo quando já estávamos na estrada. Serviço bem organizado e eficiente. Nada a desejar em relação aos melhores que conheço, ao longo deste tempo que viajo. Eficientes e profissionais. Este serviço é explorado por apenas uma companhia,  HIELO E AVENTURA, mas diversas agências na cidade vendem os pacotes. O centro de visitantes em frente ao Glaciar Perito Moreno é novo e supera as expectativas! A estrada de acosso ao glaciar é linda, cheia de curvinhas e gelo também! Pudemos observar o cuidado do motorista em fazer as inúmeras curvinhas de acesso à área de  visitação do glaciar.
 Permanecemos cerca de uma hora observando as belezas do glaciar, que impressiona pela imponência e majestade! Realmente merece o título de glaciar mais lindo do mundo!
Dali, pegamos o ônibus novamente e retornamos até um atracadouro, onde pegamos um barco que nos levou a um refúgio, onde nos preparamos para a caminhada. Os visitantes foram divididos em grupos e recebemos todos um briefing detalhado de como seria este passeio- cuidados a serem tomados, forma de andar no gelo com os grampões, equipamentos a serem  utilizados, rotas, etc. Também nos surpreendeu a qualidade dos serviços prestados. Profissionais! 
  Recebemos os equipamentos próximo ao glaciar e iniciamos a subida. A medida que progredíamos, podíamos sentir a grandiosidade desta massaroca de gelo! E estávamos apenas em uma lateral do mesmo, em uma pequena área! Fantástico!
  Tiramos inúmeras fotos, filmamos, tomamos água gelada, saboreamos um Whisky com gelo de 1000 anos! Coisas do Glaciar!
  A tarde retornamos para o nosso hotel. Colocamos óleo na moto do Alexandre e vimos que tudo funcionou de maneira esperada! Serviço nota dez!!
Pegamos mais uma piscina e a noite saímos para saborear uma pizza! 
 Depois da queda do Alexandre no platô gelado, o grupo do Aílton, que havia ficado em Rio Gallegos, acabou desistindo de vir a El Calafate, para não se arriscarem no gelo! Pena, pois acho que perderam um dos passeios mais bonitos da viagem. Polyana veio de ônibus a tarde para pegar o avião com as meninas no dia seguinte e Daniel e Flávia chegaram a noite. 
Chegada ao Glaciar! Impactante!!


 Samantha, Luci e Carol!

 Até elevador para os que necessitam deste auxílio.

 Eu, Dino e Vampre







 À caminho do refúgio.






 Briefing!



 Grampões! Sem eles, impossível se locomover sobre o gelo!












 Ninguém é de ferro né!! Olha o que vc está perdendo Montfort!





 Perito Moreno! Até qualquer dia!



 Realmente esta passagem por El Calafate deu um ar de turismo alto nível à viagem! Muito bom mesmo!