Nossa idéia hoje seria sair por volta das 11:00 h, pois assim não teríamos problemas maiores na passagem do platô de Esperanza. Luci, Polyana, Verinha e Samantha pegaram um táxi às 08:30 h para o aeroporto, pois viajariam às 11:00 h. Tempo bom, sem previsão de neve ou chuva. Temperatura na faixa dos 5 a 6 graus e tudo indicava que não teríamos problemas. Geraldo e Alexandre foram ao lava-jato para tirar o barreiro que estava na moto do Alexandre e eu e o Dino fomos procurar uma oficina para trocar o óleo de sua VStrom. Acabei achando uma oficina, que me autorizou em mesmo a fazer o serviço. Sem maiores problemas, pois trocar um óleo de uma moto não é uma terafa complicada. ( rsrsr! para quem sabe!!!!)
Às 11:30h estávamos iniciando o retorno - eu, Daniel, Geraldo, Vampre e Alexandre. Na saída perguntamos ao policial de plantão se havia gelo ou neve no platô. O mesmo respondeu que havia um pouco de gelo e que tomássemos cuidado. Estrada deliciosa, com um ventinho de cauda e ceu azul! Dia perfeito! Subimos o platô e ao chegarmos à sua parte mais alta, realmente constatamos que no acostamento ainda havia gelo misturado com neve congelada e que havia algumas poças de água congelada no asfalto, isto porque a temperatura estava em ZERO graus! Isto pelo meu termômetro! Estava frio pacas, de doer os dedos!! Fui na frente, Geraldo me seguido e o resto da galera mais atrás. Coseguíamos desviar das "poças de gelo e depois de uns 10 km, começamos a descer e vimos que só havia água no asfalto. Realmente a sensação de passar por cima de gelo endurecido não é agradável! Vc sente que a moto está soltinha e quaquer movimento brusco irá provocar uma queda. Mas todos nós nos safamos e fomos assim até Esperanza. Abastecemos e pegamos a estrada maravilhosa, com um vento de cauda agora bem forte. Andávamos a 140 km/h e a sensação é de que estávamos a 50 km por hora. O vento causado pelo deslocamento da moto nem fazia muito ruido! Chegamos ao trevo de Rio Gallegos e a situação se inverteu. O vento que ajudava, agora nos pegava pela esquerda, e forte. As motos inclinavam bastante e vimos que o melhor seria baixar avelocidade para uns 110 km/h. Comecei a fazer umas contas de autonomia x distância para o posto mais próximo e não gostei das conclusões! Achava que iríamos ter problemas, pois Coronel Luis Piedra Buena seria o próximo posto e ainda estava a uns 150 km de distância! Paramos em um restaurante, situado a 100 km deste posto de serviço para ver a situação de combustível da galera - todos na m...!! Eu estava com uma barinha, o Vampre ja na reserva, Geraldo idem e Daniel também na m.... Eu tinha ainda 7 litros em meu caburão, o Dino, 2, o Geraldo não tinha reserva, Alexandre também não e o Vampre 2!! Feia a coisa! E a tarde chegando! E o vento forte entrando pela esquerda e a temperatura baixando!! E a próxima gasolina a 150 km de distância!! Conversamos e decidimos que iríamos tocar, na melhor velocidade para consumo baixo, ou seja, uns 80km/h e quanto mais nos aproximássemos de Coronel Luis Piedra Buena, menor seria o trabalho de se conseguir gasolina. Eu e Alexandre fomos "no sapatinho" e então pensei, se ele ficar sem gasolina, passo a metade para ele e fico com a metade, assim garanto que eu chego ao posto. E assim fomos! Eu consegui chegar sem utilizar a minha reserva de 7 litros, Dino usou sua reserva e chegou no cheirinho, Geraldo também no cheirinho e o Daniel não conseguiu. Abastecí e retornei para busca-lo. Cerca de uns 8 km antes de Coronel Luis Piedra Buena, estava ele parado, com o pisca alerta ligado. Transferí para a ele a metade de meu camburão e ele chegou sem problemas. Abastecemos todas as motos e nos hospedamos em um excelente hotel de beira de estrada, bom e barato. Jantamos em um restaurante em frente e domimos o sono dos justos! O dia tinha sido de fortes emoções! Quando a gente pensa que as emoções acabaram, elas reaparecem com força total! Esta é a grande característica de se viajar para estas bandas, em qualquer época do ano!!
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